Tabela PHA: uma introdução

Tabela PHA (Prado, Heloísa de Almeida)

A autora não apenas criou uma tabela ao ‘estilo Cutter’ para nomes brasileiros, como também faz sugestões excelentes para aplicação e uso de seu e de quaisquer outros códigos.

As grandes vantagens das tabelas PHA e de Cutter são permitir que sejam consideradas mais de três letras no sobrenome do autor e evitar a formação de conjuntos estranhos de letras.

Outros elementos distintivos

Podem existir coincidências de número de classificação e de notação de autor para duas obras distintas, ou para várias edições diferentes de um mesmo item. Ao mesmo tempo, a biblioteca pode conter diferentes acervos no mesmo espaço físico: acervo de referência, acervo de obras raras, acervo de audiovisuais, entre outros, o que significa armazenamento diferenciado dos itens, devido a seu suporte e/ou uso. Cabe ao número de chamada fazer com que cada exemplar ou volume tenha seu número de chamada próprio, de modo a torná-lo único na coleção. Para tanto, geralmente utilizam outros elementos distintivos, tais como:

  • indicação de acervo: letras maiúsculas mnemônicas, registradas acima ou antes do número de classificação, identificando o acervo; comumente, não se usam letras para o acervo geral;
  • indicação do título: letra (geralmente uma) correspondente à inicial da primeira palavra do título que não seja um artigo, registrada em letra maiúscula após a notação de autor, quando há mais de um título, do mesmo autor e letra inicial dos títulos coincidente, podem-se usar tantas letras quanto necessário;
  • no caso de títulos de livros com a primeira palavra repetida em diferentes histórias, Prado sugere acrescentar outra letra significativa, ou numerar a série;
  • no caso de traduções, ainda a tabela PHA propõe “uma codificação especial que as reúna por seu título original”, inclusive com indicação do tradutor. Se a notação se refere ao título de uma obra anônima ou de autoria difusa, por motivos óbvios não se coloca a letra correspondente ao título;
  • indicação da edição: dado de edição registrado, abaixo da notação de autor e título, quando há mais de uma edição da mesma obra. Não se registra a primeira edição;
  • indicação de data: dado utilizado no caso de congressos, conferências e eventos assemelhados, que se repetem em períodos estabelecidos; registra-se a data abaixo da notação de autor e título;
  • indicação de volume: dado de volume registrado, no caso de obra que compreende vários volumes, abaixo da notação de autor e título e do dado de edição, quando houver;
  • indicação de exemplar: dado de exemplar registrado, como última informação do número de chamada, quando o item possuir vários exemplares; este dado é importante para controle de empréstimo, ou de danos em um exemplar determinado. Caso a biblioteca receba um primeiro exemplar e, posteriormente, os demais, não há necessidade de refazer o registro do primeiro.

 

Fonte: http://portaldobibliotecario.com/2015/06/09/tabela-pha-uma-introducao/

fica a dica

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Sobre Claudia Souza

Futura Bibliotecária (pela UNIRIO) , Arquivista (formada pela UFF) com especialização em Pedagogia Empresarial (pela UCAM), MBA Gestão Empresarial e Sistemas de Informação (UFF) e Aperfeiçoamento em Gestão de Acervos Bibliográficos, Arquivísticos e Museológicos (FUNDAJ/UFPE)
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