Guia de Software para Tratamento da Informação

No universo atual, sem dúvida, é inconteste que a sociedade passa por grandes e notórias transformações. Para confirmar isso, não é preciso grandes análises e atenção redobrada, basta observar as experiências do dia a dia.

Os exemplos mais claros e perceptíveis são os bancos e os supermercados, locais que mudaram substancialmente sua relação com o consumidor, pois agora pode-se realizar transações sem a presença de dinheiro ou de cheque. De fato, trata-se de mudanças profundas, consequências do predomínio da sociedade da informação e do conhecimento, que se tornaram possíveis graças ao ilimitado avanço tecnológico.Livros_computador

Esse movimento está em processo desde muito tempo atrás, mas acelerou-se com a presença do computador juntamente com o advento das telecomunicações. Uma das principais características dessa nova sociedade da informação é o acesso e a distribuição do conhecimento, que, nesses novos tempos, pode ser disponibilizado e acessado em tempo real – um conhecimento que chegou ao ponto de poder ser considerado e reconhecido como “capital”. Sendo assim, de modo geral, as organizações ganham novo enfoque, ou seja, passam a se fundamentar na informação e no conhecimento. (COSTA, 1994).

Entre as inúmeras mudanças que vêm ocorrendo na sociedade, um aspecto que deve ser demostrado é que a ideia de “distância” e de “tempo”, por exemplo, passam por um profundo processo de ressignificação. Com a tecnologia, a distância já não é mais uma barreira comunicativa. Contudo, cada vez mais, as pessoas têm menos tempo para si, pois a nova sociedade exige ocupação, dedicação e disposição integral. Nesse aspecto, Lancaster (1993) afirma que aqueles que lidam com a informação como atividade finalística encontram-se, mais que nunca, desafiados: as inovações tecnológicas vêm encurtando o tempo e o acesso às informações de forma impossível de se prever poucos anos atrás. Posição semelhante é compartilhada por Jacob (1999), citado por Fernandes (1999), que afirma que a comunicação por redes vai se intensificar ao ponto de transformar alguns paradigmas, como, por exemplo, o acesso à informação.

Neste contexto, as bibliotecas, os centros de documentação e de informação – e demais instituições que têm por objetivos coletar, organizar, recuperar e disseminar informações para sociedade ou para determinado grupo de pessoas – devem acompanhar e incorporar essas novas tecnologias e se adequar à realidade atual. Caso contrário, como afirma Bax (1998), elas desaparecerão ao longo do tempo, pois não haverá mais usuários. Já Mathessoon, citado por Andrade et al (1998), também sugere mudanças nesse cenário, pois, segundo ele, a área de bibliotecas encontra-se atingida pelas mudanças provocadas pelas tecnologias de informação. Por isso a opção apresentada é a urgência da inovação, já que, caso contrário, a área de bibliotecas será superada pelas novas tecnologias. Portanto, é necessário que bibliotecas e centros de informações incorporem essas novas tecnologias. Além disso, é fundamental que os profissionais acompanhem o avanço tecnológico na área de tratamento da informação.

Dessa forma, o projeto de pesquisa intitulado “A produção bibliográfica brasileira na área de tratamento e tecnologia da informação a partir de 1968”, que tem como objetivo conhecer as novas tecnologias aplicadas ao tratamento da informação no Brasil. Ao longo do projeto, foi percebida a recorrência ao uso predominante do software MicroISIS para automação de bibliotecas. Além disso, foi notado que o desenvolvimento de outros softwares comerciais para organização de bibliotecas e de centros de informação estava em processo crescente. Porém, esses softwares são poucos divulgados entre os profissionais de biblioteconomia – eles encontram-se dispersos no mercado, o que torna difícil o acesso a eles. Foi constatado ainda a procura constante de informações sobre softwares pelos usuários, quando planejam a automação em suas instituições e não conseguem saber quais são opções existentes no mercado.

Salienta-se também que essa carência de informações relacionadas aos softwares para automação de bibliotecas e centros de informação, nos levou a realizar uma pesquisa sobre softwares nacionais e estrangeiros, com representação no Brasil. Como resultado dessa pesquisa, foi elaborado o Guia de Softwares para Tratamento da Informação.

O levantamento dos softwares contidos neste guia foi realizado por meio da Internet e por contatos pessoais. Nesse processo, foram identificadas aquelas informações que, de acordo com a literatura, devem ser observadas no momento de escolha de um software para automação de uma biblioteca ou centro de documentação. Dentre as principais características citadas pela literatura e presentes no guia, podem ser destacadas:

  • Processamento técnico – quais as rotinas desenvolvidas pelo programa e suportes informacionais poderão ser cadastradas;
  • Intercâmbio – permite o intercâmbio de informações bibliográficas, ou seja, a importação e exportação de dados;
  • Aquisição – permite o gerenciamento do processo de aquisição;
  • Pesquisa – permite busca em todos os campos e uso de operadores booleanos;
  • Circulação – permite empréstimo, devolução e reserva com uso, ou não, de códigos de barra;
  • Controle de periódicos – permite o gerenciamento do processo de assinatura de periódicos, quais as rotinas são administradas pelo programa, ele permite a indexação de artigos;
  • Relatórios – permite a visualização e impressão de relatórios administrativos;
  • Segurança – o sistema permite o controle através de senhas.

Por fim, informamos que as informações sobre os softwares relacionadas no guia foram retiradas unicamente dos dados divulgados pelas empresas que produzem ou comercializam os softwares, ou seja, as informações não estão baseadas em experiências práticas. Portanto, não se pode comprovar a funcionalidade dos programas. Por isso, alguns podem apresentar características que não foram citadas.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Teresinha Dias de. et al. Mudanças e inovações: novo modelo de organização e gestão de biblioteca acadêmica. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 3, p. 311-318, set./dez. 1998.

LANCASTER, F. W. (Ed.). Libraries and the future: essays on the library in the twenty-first century. New York: Haworth. 1993

MATHESSON, N. W. The idea of the library in the twenty-first century. Bulletin Medical Library Association, v. 83, n. 1, p. 1-7, jan. 1995.

Fonte: http://glima.eci.ufmg.br/guiasoftware/

fica a dica

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Sobre Claudia Souza

Futura Bibliotecária (pela UNIRIO) , Arquivista (formada pela UFF) com especialização em Pedagogia Empresarial (pela UCAM), MBA Gestão Empresarial e Sistemas de Informação (UFF) e Aperfeiçoamento em Gestão de Acervos Bibliográficos, Arquivísticos e Museológicos (FUNDAJ/UFPE)
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